terça-feira, 8 de novembro de 2011

DOCE LAR


É incrível a sensação de adentrar o seu próprio lar.
É o sentimento mais reconfortante que já senti em minha vida.

Um perfume sem nome que pede um inspirar lento e profundo. Entorpecimento e meditação.
É como receber um abraço. Um abraço de si mesmo.

St. Antonin, França.

No dia em que entrei em casa depois de seis meses de viagem compreendi o que significa de fato a palavra LAR.Não é simplesmente por manipulação do mercado ou por insegurança desmerecida que as pessoas querem ter/adquirir/comprar uma casa própria. É para sentir essa sensação de LAR DOCE LAR, que no dia a dia passa despercebida, mas que lá no fundo de nossa alma tem um significado incomensurável. É poder reconhecer-se através do espaço em que se habita. É ter um ninho que acolhe enquanto lá fora o mundo parece nos engolir.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Form.Atado

Mecanismos autom'aticos de minha configura'cao.
Fui programada, alimentei com apego minha padronagem.
E agora, clamo aos C'eus para que um v'irus me contamine;
para que a desconfigura'cao aconte'ca de repente, indolor.
Indolor.
Ser'a que as m'aquinas tamb'em merecem o C'eu?
A mim, o que parece restar, sao conec'coes de pulso e l'agrimas,
fazendo links aleat'orios entre prazeres e desprazeres.
O rein'icio 'e um fantasma, porque continuarei tao mon'otona quanto sempre fui.
Tal lixo, pouco recicl'avel, ofusca minha mem'oria seletiva.
A lembran'ca do vento arrepiando os pelos nao alcan'ca mais meus sistemas tao formatados.
(Barcelona, 15 de agosto de 2011
* de um computador grego desconfigurado para acentua'coes latinas)


Sinto que meu primeiro post em viagem seja de um teor um tanto amargo. Entretanto (seja l'a o que Felicidade queira dizer) sinto-me feliz por saber que o mundo continua sendo chato em qualquer lugar que eu esteja, ou seja, que a chatice que h'a em meu olhar 'e de fato algo que est'a somente dentro de mim. A interpreta'cao 'e responsabilidade minha, e arco com suas ressonancia querendo ou nao.

Quando ouvia dizer que numa viagem como essa, o "pescador de si" sempre chega a conclusao de que nao adianta rodar o mundo a procura de si  porque a Felicidade est'a dentro, nao fora. Achava lindo, poetico, sublime.
Bom, esse aprendizado est'a chegando aos poucos, mas felizmente/infelizmente, com um tonzinho cinza.

"Eu pensei correr de mim, mas aonde eu ia eu tava. Quanto mais eu corria, mais pra perto eu chegava.
S'o sei que quando penso que sei, j'a nao sei quem sou. J'a enjoei de viajar. No lugar pra onde eu vou eu estou" (Juraildes da Cruz)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A fuga

 Esta é uma homenagem à querida vizinhança dos arredores do Estádio Couto Pereira.
Há cinco anos vejo a situação piorar.
Ontem a noite, final de campeonato, vi  um maravilhoso circo se armar.
O jogo seria por volta das 22h, mas às 17h os policiais já haviam interditado a rua e passeavam apoteoticamente com seus cacetetes que alcançavam os joelhos.
E o que não dizer dos carros oficiais e suas luzes cintilantes colorindo em um raio de 2 km toda a região central de Curitiba.

Infelizmente não tenho fotos dessa ocasião especial porque tive que "sair fugida" da minha própria casa antes que o jogo acabasse (tinha que pegar onibus na rodoviaria) com medo de ter que ficar ilhada por duas horas esperando a massa de coxinhas loucas se dissipar.

Mas ai estão algumas fotos de outro dia especial. Voltando para casa de noite me deparo com esta imagem confortante que mostra o extremo cuidado dos cidadãos com o bem estar geral e com a preservação da natureza. (Isso porque era um joguinho qualquer. Agora imaginem como ficou a rua ontem depois da Final da Luta de Gladiadores no Coliseu Curitibano) 

copos plásticos majoritariamente

indício da quantidade de cerveja que foi consumida e
que sacudiu por 90 minutos no cérebro dos torcedores


essa, por outro lado, é a contribuição dos cavalos da polícia
 ("em tom sépia para ficar mais poético" diz o artista fotográfico)

E aqui, a torcida indignada com tanta porquice e falta de bom senso grita:
"MEU DEUS, QUANTO LIXO!"


** Ficar gritando palavrões que ecoam por horas na cabeça de quem mora perto do estádio.
Gastar uma puta grana com o circo da polícia.
Movimentar uma grana, de maneira suspeita, para pagar os esportistas e outras cositas mais.
Dar mal exemplo às futuras gerações.
Estimular o instinto competitivo.
E ainda emporcalhar e produzir toneladas de lixo.
O futebol é um esporte incrível, mas acho que tem alguma
coisa errada com esse Pão e Circo Pós-Moderno.

sábado, 21 de maio de 2011

Curitibaianizando




Parede Comunitária::: Alto da Glória - Curitiba - Paraná

Enlace dos ventos
portar de alentos
e tormentas.
Despedir-se da Partida 
para Parte fazer.
Parada para
pausa perene
do à parte estar.
Parafuso perecível.
Pineal Peregrina.
Pitonísea.
O giro nunca acaba.
(Marinaia.. maio 2011)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O que vejo
através dessa retina contemporânea
é a recorrência cíclica de mil fatos,
pés refreando o dispertar -

Tremendo medo de não se mais que um corpo perecível.

Vamos!
Peito aberto!
Há algo que reluz
e baila
por traz dessa cortina de veludo opaco.

Fechando-os, abra os olhos,
e veja, finalmente, que em ti reside
toda a sapiência
de uma eternidade
de histórias esquecidas.

[Marina Nucci 
em 12.04.2011 - 
- Nalgum ponto do céu do Brasil,
entre Porto Alegre e Salvador)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

No Agora...em Terras Baianas - Costa do Dendê -- Preparando o astral para a Nave Decolar!






Há algum tempo
nessa minha caminhada
descobri que faço parte de uma tribo,
em seu aspecto máscara,
conhecida como "A Malucada".

É gente que gosta de se ajuntar
e desenha colorido sobre as linhas rijas
do sistema de valores vigente.

Sem os sapatos
sentem o pulso da coração da Terra sob os pés.
Sem os aparelhos eletrônicos
voltam olhos e ouvidos para compartilhar
o aqui e agora
Sem as paredes de concreto
perdem o medo da chuva
e do toque fraternal
Sem os pacotes de alimentos processados
transformam cascas de banana em rico adubo
e dividem com a Mãe Terra
o trabalho de nutrir a família
temperando com carinho o arroz integral e a lentilha
Sem a carne
se lembram de que não são patrões
dos ecossistemas

Proclamam sem cessar
palavras de poder [mantras, orações, canções]
para que da raiva, do temor, da ganância, da preguiça
se cure o Planeta.

Nossa união é escola que integra
[mente, corpo, espírito; yin yang; terra, água, ar e fogo]
e fortalece cada guerreiro semeador
para que em si e nas suas relações
floresçam o Amor e a Compaixão
praticados no conviver (im)permanente
dos artífices da
Comunidade Arco-Íris.

Que essa Luz-Frequência,
em idéia.sentimentos.vibração,
se espalhe aos quatro ventos,
por toda parte,
por todos os corações.


A Profecia dos Guerreiros do Arco-Íris



"Quando o rio e o ar estiverem sujos, quando o ser humano houver se perdido completamente da linha da vida, quando os animais estiverem ameaçados, as ancestrais árvores cruelmente abatidas, quando a doença e a tristeza estiverem dizimando o povo vermelho, virá uma nova nação, uma nova tribo. 

Serão em grande número, surgirão de onde não se espera. Virão em muitas montarias, sua magia diferente, terão artes que desafiarão a compreensão. Serão de muitas cores, por isto essa Tribo será conhecida como Tribo do Arco-Íris, eles virão quando o fim parecer certo, eles virão e curarão a Terra."


Se a Profecia é Verdade ou Não..isso não importa. O que realmente importa é que ela é um Belo Mito que faz com que nós nos re.encontramos sempre e sempre...para celebrar e fortalecer a Mudança!

Eu, feliz da vida, repartindo o Bolo Vivo (alimentação crudívora) na Aldeia da Paz em Pontal do Sul - Paraná em fevereiro de 2011. 
O presente mais rico é receber esses belos sorrisos de meus irmãos.